Alergia a penicilinas 

1 de julho de 2019

Alergia a penicilinas

 

** Uma criança tem uma infecção para a qual você gostaria de prescrever a penicilina, mas a mãe diz que a criança é alérgica. O que fazer?

  • Pergunte o que aconteceu quando a criança tomou penicilina;
  • Lembre que a maioria das reações adversas medicamentosas são marcadas “alérgicas”;
  • Se a natureza e o tempo da reação parecem potencialmente mediada por IgE, então a criança deve ser considerada possivelmente penicilina alérgica.

 

** Menos de 10 % das crianças taxadas como alérgicas a penicilina realmente alérgicas. A criança pode ter sido alérgica a penicilina no passado ou a criança pode ter sido erroneamente taxada como alérgica.

 

** Ao contrário do que muitos pensam, a grande maioria dos pacientes alérgicos a penicIlina tolera cefalosporinas (98%). Cuidado maior deve ser tomado com crianças com reações graves e recentes no caso de administração parenteral de cefalosporinas. Se reação no passado distante, reação leve e uso via oral de cefalosporinas, o risco de reação é muito baixo.

 

** Indicação do teste cutâneo de alergia a penicilina: infecção atual para qual penicilina é a droga de escolha ou necessidade futura do uso de penicilinas, depois de reações questionáveis – especialmente reação cutânea de início tardio.

** RAST não é considerado uma alternativa aceitável ao teste cutâneo em caso de alergia a penicilina, pela baixa sensibilidade e especificidade.

 

** Dessensibilização pode ser tentada em ambiente monitorizado, com doses progressivas, começando com 1/10.000 da dose terapêutica, aumentando/dobrando a cada 15 minutos. É importante que pai entendam que pode causar anafilaxia.

 

** Reações tardias a penicilina, como doença do soro e síndrome,e de Steven-Johnson sao imuno-mediadas mas não mediadas por IgE, não podem ser preditas por reação cutânea. Possibilidade de uso depende da gravidade da reação. Em SSJ, uso de penicilinas está contra indicado .