Epinefrina na Anafilaxia

24 de janeiro de 2018

Epinefrina na Anafilaxia

  • É a medicação de escolha para o tratamento inicial da anafilaxia. Todos os outros medicamentos, incluindo H1-anti-histamínicos e broncodilatadores, como o albuterol constituem tratamento adjuvante na anafilaxia, não substituindo a epinefrina.
  • É quase sempre eficaz quando administrada prontamente. O atraso no seu uso é associaddo a desfechos ruins, incluindo óbito.
  • A observação em departamento de emergência após o tratamento inicial é fundamental. Além da epinefrina, o paciente pode necessitar oxigênio, líquidos intravenosos e medicamentos adjuvantes.
  • A dose hospitalar recomendade de adrenalina é de  0,01 mg /kg, dose máxima de 0,3 mg em uma criança pré-púbere e até 0,5 mg em um adolescente, via intramuscular em músculo vasto lateral. A epinefrina deve ser administrada pura (sem a diluição como é realizada na parada). Apesar de não ser intuituvo, sabe-se que a via intramuscular permite obter concentrações máximas de epinefrina  de forma mais pronta e segura do que a injeção intravenosa em bolus.
  • A epinefrina administrada pela injeção IM atinge as concentrações máximas mais rapidamente do que a injeção subcutânea. A epinefrina, 0,3 mg de IM, é 10 vezes mais segura que a adrenalina administrada como um bolus intravenoso. Efeitos adversos graves da epinefrina IM são raros em pediatria. Não há contra-indicação absoluta ao tratamento da anafilaxia com epinefrina.
  • Ainda não estão prontamente disponíveis no Brasil auto-injetores de epinefrina, mas estes são rotineiramente orientados para pacientes com história prévia de anafilaxia em países d eprimeiro mundo.
  • Nos EUA e Canadá, as auto-injetores estão atualmente disponíveis em apenas 2 doses fixas: 0,15 mg e 0,3 mg. Diretrizes internacionais  sugerem dose de 0,15 mg para pacientes de 7,5  a 25 kg (embora esta dose não seja ideal para pacientes com menos de 15 kg), e dose de 0,3 mg para maiores de 25 kg. Se a resposta à primeira dose for inadequada, ela pode ser repetida uma ou duas vezes em intervalos de 5 a 15 minutos.
  • A dose de 0,15 mg é alta para lactentes e para crianças pequenas.
  • As crianças que experimentaram anafilaxia devem ser avaliadas por um especialista alergologista/imunologista para confirmação do diagnóstico, de desencadeadores específicos e cuidados preventivos.