Ferro/ Anemia ferropriva

5 de janeiro de 2019

Ferro/ Anemia ferropriva

 

– Facilitadores da absorção de ferro: forma heme (carnes e vísceras), acido ascórbico, acido cítrico, frutose, vitamina A e carotenóides.

– Inibidores da absorção de ferro: fitatos (cereais e sementes leguminosas), oxalatos e composto fenólicos (flavanoides, ácidos denolicos e tanino) – vegetais, achocolatados, chas, cafés, vinhos e refrigerantes; sais de cálcio e fósforo presentes nas proteínas do leite (caseina e soro) e do ovo (fosfoproteina).

– Quantidade de ferro não necessariamente se traduz em biodisponibilidade (exemplo: beterraba e feijão – tem bastante ferro, mas pouco biodisponivel).

– Risco aumentado de deficiência de ferro: deficiência materna de ferro, prematuridade, pequenos para idade gestacional, filhos de mãe diabética, clampeamento precoce do cordão umbilical, baixa ingestão, alterações duodenais (doença celíaca, doença de Crohn, giardíase, infecção por h. pylori), sangramento gastrointestinal (DII, parasitose, colite alergia).

– Pelo CDC (Center for Disease Control and Prevention), é recomendado o screening da deficiencia de ferro nos países com alta prevalência de deficiência de ferro (inclui o Brasil), iniciando entre 9 e 12 meses, repetindo 6 meses após e depois anualmente entre os 2 e os 5 anos. Ponto de corte recomendado de hemoglobina é 11g/dL. Pela Academia Americana de Pediatria (AAP): screening universal aos 12 meses, seletivo em qualquer criança com risco de deficiência de ferro ou anemia.

– Situações que favorecem a ocorrência de anemia: prematuridade, processos infecciosos e parasitários, estrutura familiar, antecedentes alimentares e historia dietética de risco => lactentes sem aleitamento materno exclusivo por 5-6 meses, lactentes em aleitamento materno exclusivo com mais de 6 meses, uso de leite de vaca no primeiro ano de vida, pré escolar com consumo excessivo de leite ou dieta pobre em alimentos ricos em ferro, crianças vegetarianas ou filhos de mãe vegetarianas.

– Diferentes estágios da deficiência de ferro:

* primeiro estagio: estoques baixos: Hemoglobina/ VCM/ Ferro sérico normais, ferritina diminuída, capacidade de ligação ao ferro e protoporfirina eritrocitária livre normais.

* segundo estagio: ferro baixo sem anemia: Hemoglobina  e VCM normais, Ferro sérico e ferritina diminuídos, capacidade de ligação ao ferro aumentada, protoporfirina eritrociataria livre normal.

* terceiro estagio: ferro baixo com anemia: hemoglobina, VCM, ferro sérico e ferritina baixos, capacidade de ligação ao ferro e protoporfirina eritrocitária livre aumentados.

– Diagnostico diferencial da anemia por deficiencia de ferro: talassemias (microcitose resistente ao tratamento com ferro, RDW normal), intoxicação por chumbo (anemia hipocromica microcitica, RDW normal, pontilhado basófilo grosseiro dos eritrócitos, elevação dos níveis de chumbo), infecções crônicas (anemia normocitica normocromica), traço talassemico, anemia sideroblastica (RDW alto e VCM normal). Quando considerar outro disgnostico: esplenomegalia, anemia não hipocromica microcitica, reticulocitose, pancitopenia.

– Posologia de tratamento de suplementação de ferro: 3-6mg/kg/dia, diariamente, em dose única ou fracionada em duas vezes, antes das refeições principais. Se intolerância ao ferro (náuseas, epigastralgia, diarréia ou constipação): reduzir inicialmente a dose de ferro para posteriormente aumentar progressivamente; e/ou substituir por hidróxido de ferro polimaltosado ou ferro aminoácido quelato.

– Inibição da secreção acida (Inibidores de bomba protinica e antagonistas H2) é asscoaiada a diminuição da absorção de ferro.