Fortificação de alimentos no Brasil

23 de maio de 2019

Fortificação de alimentos no Brasil

 

  • Objetivo: evitar deficiência de micronutrientes, que acomete até 1/3 da população mundial, sendo menores de 5 anos uma população de alto risco.

 

  • Dados de 2006 do Brasil: 20% das crianças <5 anos com anemia, 17% com deficiência de vitamina A.

 

  • Tipos de fortificação: em massa (ex. iodo no sal), destinada a população alvo (ex. em fórmulas lácteas), fortificação orientada pelo mercado, caseira (acrescentando algo nos alimentos preparados em casa), biofortificação (por modificação genética da semente).

 

  • Vantagens da fortificação industrial: não requer mediação da hábitos alimentares, bom curso benefício e aceitação social, ampla cobertura populacional, baixo risco de intoxicação. Resultados são em médio e longo prazo. Desvantagem de depender de engajamentos da indústria e não optativa para indivíduos com estado nutricional adequado.

 

  • No Brasil: fortificação do sal com iodo, fornicação das farinhas com ferro e ácido fólico, fortificação caseira de alimentos.

 

  • Excesso de iodo associada a fortificação de sal também pode ocasionar problemas quando consumo de sal é alto. Política do iodo no sal foi a primeira nacional, desde 1953. Faixa de iodarão do sal variou bastante ao longo dos anos conforme resultados dos I querido nutricionais. De 2009: estudo mostrou 44% de eliminação urinária de iodo excessiva entre escolares.

 

  • Farinhas de milho e trigo são fortificadas com ferro e acido e folico. Com isso, houve redução de até 35% da incidência de defeitos do tubo neural. Ferro acrescentado gerou menos resultados, pois indústria acrescentou ferro de baixa disponibilidade.

 

  • Nova resolução de 2017: aumentou para 4-9mg de ferro por 100g de alimento, permitindo apenas compostos de maior biodisponibilidade. Literatura já mostra problemas relacionados ao excesso a de folato.

 

  • Fortificação infantil com micronutrientes em pó. Sachê com vitaminas e minerais em pó para ser acrescentado em qualquer alimento semi-sólido. FortiSUS: público alvo de 6 a 48 meses. Opcional para os pais. Sachês usados no país são importados. Esquema preconizado propõe ciclos de 60 dias de uso de 1sache/dia, alternando com intervalos de 3-4 meses.

 

  • Megadose de vitamina A:  oferecida para todos os municípios das regiões Norte e Nordeste, e municípios prioritários das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul; para crianças de 6 a 59 meses de idade e em puérperas no pós-parto imediato. Não contra-indicada por uso de fórmula infantil nem mesmo pelo uso de fortificante do FortiSUS. Mas já surgem estudos da toxicidade. Mais informacoes em:  https://aps.bvs.br/aps/o-que-e-e-para-que-serve-a-vitamina-a/