Hérnia Inguinal Pediátrica

2 de dezembro de 2018

Hérnia Inguinal Pediátrica

 

– Hérnia é a protrusão de tecido ou de um órgão através uma parede de uma cavidade na qual normalmente reside. Hérnias são descritas por sua localização anatômica, como hérnia umbilical, hérnia inguinal, hérnia diafragmática e muitos outros.

– Hérnia inguinal do adulto se relaciona a pressão abdominal que eventualmente estendeu sua fáscia levando a uma fraqueza no anel inguinal/ triângulo de Hasselbach. Fatores de risco para hérnia inguinal na vida adulta incluem: sexo masculino, fumar e história de constipação.

– A ocorrência da hérnia inguinal pediátrica relaciona-se a defeito embriológico de fechamento do consuto peritoneovaginal/ processus vaginalis. São mais comuns nos sexo masculino, o que se relaciona a deiscência dos testículos: os testículos começam o desenvolvimento no abdômen e migraram para baixo no escroto, e então o processo vaginal (comunicação entre o escroto e o peritônio ou a cavidade abdominal) fecha/funde, obliterando a conexão entre o abdome e o escroto. 60% das hérnias inguinais ocorrem à direita porque o processo vaginal direito fecha depois da esquerda.

– As hérnias inguinais pediátricas são mais comuns nos primeiros homens do sexo masculino, aqueles com uma família história de hérnias inguinais pediátricas, em prematuros, homens com criptorquidia e em pacientes com desordens do tecido conectivo.

– Diagnostico é clinico: nenhuma imagem é necessária. No caso de duvida diagnostica, a ultrassonografia de parede abdominal pode auxiliar – mas esse exame não deve ser utilizado rotineiramente e  pode ter resultado falso-negativo.

– A hérnia inguinal do adulto é manejada de forma conservadora/ “watchful waiting” – com ciência de que pode haver encarceramento, estrangulamento e obstrução intestinal. Diferentemente, crianças com hérnia inguinal precisam ser encaminhadas para um cirurgião pediátrico: hérnias pediátricas não se resolvem espontaneamente e têm um risco muito maior de encarceramento, devendo ser reparadas o mais rápido possível. Para prematuros, o risco é ainda maior: muitos deles são reparados ainda durante sua admissão perinatal.

 

 

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