Ingestão acidental de “novos” anticoagulantes orais (NOAC) na faixa etaria não parece ser perigosa

3 de outubro de 2019

Ingestão acidental de “novos” anticoagulantes orais (NOAC) na faixa etaria não parece ser perigosa

 

  • “Novos” agentes antitrombóticos orais (ja não tão novos)  – apixaban, edoxaban, rivaroxaban, dabigatran, clopidogrel, prasugrel, ticagrelor – estão substituindo rapidamente a aspirina e a varfarina como agentes de escolha para muitos pacientes que necessitam de “anticoagulantes” a longo prazo.

 

  • Autores revisaram as ligações para sete centros de controle de intoxicações em quatro estados dos EUA, abrangendo uma população total de aproximadamente 53 milhões, para determinar a taxa de complicações hemorrágicas após ingestão acidental na faixa etaria pediátrica.

 

  • De 2005 a 2014, foram registradas 638 ingestões de novos agentes antitrombóticos orais por crianças com idade ≤6 anos (idade média de 2 anos).

 

  • As doses medianas ingeridas para cada agente sugerem que a maioria das crianças ingeriu doses relativamente baixas – 1 ou 2 comprimidos.
  • Aproximadamente 80% dos casos foram manejados no domicilio.
  • Não foram relatadas complicações hemorrágicas.

 

  • Carvão ativado foi frequentemente administrado a pacientes atendidos no pronto-socorro – e foi administrado independentemente da dose ingerida.

 

  • Um ponto importante: a maioria dos medicamentos tem um gosto tão ruim –  o que se reflete no fato de que a maioria das ingestões de crianças pequenas envolve apenas uma pílula.

 

  • As conclusões deste estudo sugerem que o perigo de tais exposições é geralmente mínimo (o que pode estar associado a baixa dose ingerida) e possivelmente o carvão geralmente não é necessário.

 

REFERENCIA:

Levine M et al. Exploratory ingestions of novel anticoagulants and antiplatelets: What is the risk? Pediatr Emerg Care 2018 Nov 19. (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30461669)