Segurança infantil – epidemiologia, medidas de segurança e dicas para orientar os pais

3 de maio de 2018

Segurança infantil – epidemiologia, medidas de segurança e dicas para orientar os pais

  • Ainda importante causa de morbimortalidade infantil no Brasil: mais de 10 mortes e 300 hospitalizações/ dia. Maior risco: sexo masculino. Nos primeiros meses, os riscos são imposto por terceiro (Mãe, pai, cuidador). Exemplos: não apoiar a mão sobre o bebê no momento da troca de fralda 
  • Até 1 ano, os principais tipos de acidentes são: obstrução de vias aéreas superiores (OVAS) – engasgos com alimentos, brinquedos, acidentes automotores, afogamento, quedas.
  • Dos 2 aos 6 anos: pensamento mágico. Não generalizam: não aprendem com a experiência anterior, portanto não adianta a teoria “deixa cair que assim aprende”. 
  • Dos 6 aos 10 anos: tem noções de segurança, mas não conseguem entender distância e velocidade. O exemplo dos pais é fundamental! Pais andandando com crianças devem seguir as normas de trânsito, atravessar a rua quando o semáforo de veículos está fechado, pois na ausência dos pais, as crianças tentarão repetir os comportamentos que presenciam.
  • Adolescentes: na maioria dos casos, comportamentos de risco relacionam-se a pressões sociais.

Medidas de segurança 

  • Berço seguro: material atóxico, grades com distância de  até 5-6 cm, colchão bem preso, grades que vão baixando (altura até no máximo o mamilo da criança), sem protetores de berço, sem objetos soltos, bebe coberto somente até altura do umbigo. 
  • Na segurança de apartamentos ou janelas: observar que telas de segurança expiram sua manutenção a cada 5 ou 10 anos 
  • É importante não estimular a criança a explorar janelas/sacadas: como exemplo não levar crianças no colo até janelas/sacadas para ver algum familiar chegar. 
  • Carro seguro: seguir apropriadamente as recomendações de segurança (bebe conforto ou assento de elevação conforme idade, peso e estatura da criança), além de orientar pais a não consumir bebida alcoólica e conduzir (o que ainda é pratica no país) 
  • Segurança relacionada a afogamento: não apenas grades que impeçam acesso à piscina, também assegurar quanto a quantidades menores de agua (incluindo dispositivo de segurança para fechar o vaso sanitário). Bastam 15 segundos e três dedos de água para que uma criança pequena possa se afogar ao se colocar numa posição errada. Em apenas 04 minutos de afogamento já se tem danos cerebrais irreversíveis. Grade de piscina devem ser maiores que 1 m de altura. Uso de colete para natação é preferível as boias infláveis, e vale lembrar que bóia só oferece segurança na piscina/em agua parada, em rios/mares/ onde há correnteza, o seguro é altura da água no máximo até umbigo – bóia na correnteza leva para mais longe.
  • Brinquedos de Playgrounds não devem ultrapassar 2 m de altura. 
  • Engasgos:  não oferecer alimentos para crianças que estão desempenhando atividades, supervisionar alimentação, olhar o que crianças maiores oferecem a crianças menores, não deixar crianças pequenas brincar com balão. 

Dicas importantes para os pais

  • Em caso de choque elétrico, não afastar pessoa do choque com as mãos! Usar objeto isolante quando pessoa levando o choque ainda esta conectada. Se conhecer o local : desligar chave geral. Resfriar local do choque. 
  • Em caso de intoxicação, orientar pais/cuidadores a não provocar vômitos, não dar leite/agua/vinagre. 
  • Lavar ferimentos com água e sabão. 
  • Orientar pais/cuidadores a não consumir líquidos quentes com criança no colo. 
  • Em caso de queimadura: resfriar com água corrente, exceto se chama presente – nesse caso: parar, deitar, rolar, remover roupas e acessórios  (pois a queimadura continua). Não usar gelo, não passar manteiga, não passar café/pasta.
  • Trauma dentário: pedir para criança morder plano limpo ou gaze. Limpar com leite ou soro fisiológico. Manter em agua, soro ou leite.
  • Trauma ocular: lavar (exceto se perfuração), colocar curativo, não tentar remover corpo estranho.
  • Posição em sangramento nasal: tronco inclinado para frente. Compressão e coagulação são o que fazer o sangramento parar.
  • Fratura aparente: mobilizar de qualquer forma que fique fixo
  • Crise convulsiva: afastar objetos, virar a pessoa de lado, não impedir movimentos, não colocar nada a boca.
  • Engasgos: Não bater ou tentar qualquer manobra se criança tossindo, não chacoalhar 
  • Em caso de TCE: não é necessário deixar a criança sem dormir. Avaliação é necessária se criança fica sonolenta/ tem alteração comportamental, ou se apresenta vômitos repetidos, porém se for horário de sono habitual da criança, ela deve poder dormir normalmente.
  • Um momento de risco muito importante são os eventos sociais de adultos, como almoços familiares: muitas vezes quando se pensa que diferentes adultos estão supervisionando a criança, nenhum dos adultos está de fato focado, e muitas vezes é quando ocorre afogamentos em churrascos, percebidos tardiamente, quando se sente a ausência da criança. Quando mais do que um adulto supervisiona a criança: dividir “turnos”
  • Telefones de emergência: muitas vezes os pais não sabem sequer para quem ligar: SAMU (192), bombeiros (193), polícia militar (190).