Síndrome de Down: cuidados de 13 anos de vida até a transição para o cuidado adulto

6 de setembro de 2018

Síndrome de Down: cuidados de 13 anos de vida até a transição para o cuidado adulto 

 

  • Deve se manter a vigilância do crescimento edesenvolvimento, com atenção especial à puberdade, com consultas pediátricas com frequência mínima anual 
  • Frequência da consulta com especialistas deve ser individualizada com base na presença e gravidade da comorbidade. 
  • Atenção especial ao risco de ganho excessivo de peso, com incentivo à dieta saudável e vida ativa 
  • Avaliação audiológica anual e oftalmológica ao menos bianual
  • TSH anual, lembrando que o risco de hipotireoidismo aumenta com idade
  • Hemoglobina anual, e perfil de ferro também anual se comportamento alimentar de risco com baixa ingestão deferro 
  • Revisão clinica de sintomas potencialmente relacionados a doença celíaca, com posterior investigação se indicado
  • Rediscussão do risco aumentado de lesão da coluna cervical
  • Monitorização de sintomas de disfunção neurológica 
  • Rediscussão de sintomas relacionados a apneia obstrutiva do sono
  • Discutir plano de educação e socialização compatível com a realidade da criança, monitorar problemas comportamentais, encaminhar para avaliação e tratamento precoce  detranstornos psiquiátricos, se presentes. 
  • Educação quanto a puberdade e princípios de educação sexual, lembrando do risco aumentado dessa população a abuso. Discutir fertilidade considerar a possibilidade denecessidade de contracepção. Mulher com síndrome deDown e gestante tem risco aumentado de ocorrência da síndrome no  feto (50%). Homem com síndrome de Downtem alto risco de infertilidade, mas são reportados casos depacientes com síndrome de Down que constituem prole. 
  • Deve ser avaliado caso a caso a possibilidade de uma vida mais independente de família, cenários/possibilidades detrabalho, e utilização de recursos de apoio na comunidade adepender das habilidades e desejo do paciente e do núcleo familiar.