Síndrome metabólica

9 de março de 2019

Síndrome metabólica

  • Definida como uma constelação de fatores de risco que predispose o individuo a desenvolver DM 2 e doença aterosclerótica
  • Intimamente relacionada a obesidade visceral
  • Condição inflamatória
  • Não há consenso nos critérios para crianças
  • Usa-se comos parametros: Indice de massa corporea (IMC), circunferencia abdominal (CA), pressao arterial (PA), perfil lipidico e insulinemia
  • Abaixo de 6 anos não tem critérios diagnósticos
  • Para diagnostico consideram-se as faixas etárias: abaixo de 6 anos, 6-10 anos, acima de 16 anos. 6 a 10 anos: apenas CA>/=percentil 90. 10-16 anos: CA>/= percentil 90 mais 2 dentre TG>150, HDL<40, PAS>130, PAD>85, glicemia >100 ou DM2. Acima de 16 anos também se considera o gênero (e a crircunferencia abdominal muda para valor absoluto ao inves de percentil): CA > 90 cm no homem/ 80 cm para mulher, mais 2 dentre TG>150, HDL<40 para mulher/ 50 para homem, e glicemia >100 ou DM 2. Diferentes critérios para como interpretar os pontos de corte. CA é critério obrigatório.
  • IMC sem boa correlação com sd. Metabolica/adiposidade
  • Insulinemia: não pode ser interpretada isoladamente. HOMA: resultado do produto da insulinemia de jejum e da glicemia de jejum, dividido por 22.5; corte para adultos – 2.5, sem padronização para crianças e adolescentes, varia com o estagio puberal.
  • TTOG: hiperinsulinemia se pico de insulina > 150 em qualquer momento ou 75 no tempo 120 min. Glicemia > 140 aos 60 minutos se correlaciona melhor com SM do que valores basais ou aos 120 minutos. Relacao glicemia/ insulina normal > 7.
  • Hiperuricemia não é critério, mas se relaciona a resistência a insulina e hipertensão portal
  • Esteatose hepática não alcoólica também é freqüente
  • Prevalência de síndrome metabólica em crianças e adolescentes no Brasil: em torno de 2.5% da população geral. Prevalência aumenta muito com a circunferência abdominal.
  • Perda de peso tem que ser progressiva e sustentável – 5-10% do peso inicial
  • Carboidratos devem ser 50-60% das calorias totais
  • Fibras: 20-30g/dia
  • Gorduras totais: 25-35% das calorias totais. <10% acidos graxos saturados. Acidos graxos poli-insaturados ate 10% (peixes são ricos em Omega 3). AG mono-insaturados até 20% (azeite de oliva). Colesterol ingerido deve ser < 300 mg/dia.
  • Proteína: 0.8 a 1 g/kg, 15% das calorias totais
  • Exercício físico: 30-60 minutos por dia, todos os dias da semana.
  • Medicamentos usados no tratamento da obesidade: sibutramina, orlistat, metformina, topiramato. Não são de uso pediatrico
  • Triglicerides acima de 400 devem ser encaminhados a especialistas/centros de referencia. Acima de 1000: quase sempre indicam dislipidemias familiares, indicam o uso de fibratos ou niacina em crianças acima de 10 anos.
  • Estatinas podem ser usadas no manejo de LDL, >190 se ausência de fatores de risco, >160 na presença de fatores de risco. Outra indicação: colesterol total não HDL>220. Sinvastatina acima de 10 anos, na dose de 10 a 40 mg/dia. Pravastatina a partir de 8 anos, 20 mg/dia de 8-13 anos, 40 mg/dia acima de 14 anos.
  • Cirurgia bariátrica já pode ser considerada como alternativa de tratamento (ver post especifico).
  • Ganho de peso na primeira infância tem alta correlação com obesidade posterior. Outro fator que se associa a desregulação do metabolismo de carboidratos e lipídios é o sofrimento intra-uterino.
  • Crianças maiores de 8 anos já devem ser triadas para dislipidemia.

 

 

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