Vacina de HPV

3 de janeiro de 2018

Vacina de HPV

 

– HPV é um vírus DNA, da família Papillomavirus. São classificados mais de 100 tipo, agrupados em tipo cutâneos, que causam as verrugas e tipos de mucosa que são associados com câncer. Tipos de mucosa, considerado de baixo risco, são principalmente o 6 e o 11 – apesar do baixo risco de cancer, 90% são associados com condiloma acuminato, papilomatose respiratória recorrente e papilomas conjuntivais. Os de alto risco para câncer cervical e anogenital são: 16, 18, 31, 33, 35, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68, 69, 73, e 82. Em 99% dos canceres de colo uterino, detecta-se o HPV: mundialmente tipo 16 em 50%, tipo 18 em 20%. HPV ainda é associado a cânceres  vaginais, vulvares, anais e penianos. Quanto aos cânceres de orofaringe associados a HPA: maioria tipo 16.

– Atualmente são pré-qualificadas pela OMS e licenciadas no Brasil: bivalente (tipo 16 e 18), e quadrivalentes (tipos 6,11,16,18). Aprovada pelo FDA, mas não licenciada no Brasil: nonavalente (6,11,16,18,33,45,52,58).

– Questão em discussão recente: duas ou três doses: muitos estudos em literatura.

– Maioria dos estudos aponta que resposta imunológica não é inferior no grupo de doses (com intervalo de 6 meses), tanto para vacina bi- quanto para quadrivalente. Essa não inferioridade de reposta de anticorpos foi vista tanto em pacientes estudados retrospectivamente quanto em estudos randomizados. O esquema reduzido com vacina bivalente pode levar a produção de anticorpos que persiste por 20 anos ou mais. Já se demonstrou que ma dose da vacina quadrivalente leva a produção de anticorpos por até 06 anos.

– Recomendações atuais: vacinar na idade de 9 a 14 anos, idealmente antes do início da atividade sexual, com 02 doses em intervalo de no mínimo 6 meses. Não há intervalo máximo entre as duas doses, embora seja sugerido que o intervalo não seja superior a 12-15 meses, para que termine antes do início da atividade sexual. Para pacientes que iniciem o esquema em idade igual ou superior a 15 anos ou pacientes imunossuprimidos/imunodeficientes, é recomendado o esquema com 3 doses: 0, 1-2 meses, 6 meses.

* A OMS não recomenda a vacinação de meninos como prioridade, especialmente em locais de recurso limitado, embora a importância da vacinação do sexo masculino seja demonstrada.

– No Brasil: antes MS vacinava meninas de 9 a 13 anos, em 2017 a recomendação foi ampliada incluindo meninos de 11 a 14 anos e meninas de até 14 anos. Esquema vacinal de duas doses, com intervalo de 0 e 6 meses. Para grupos especiais (incluindo transplantados de medula óssea ou órgão sólidos ou pacientes oncológicos, pacientes com HIV), está liberada para ambos os sexos, na idade de 9 a 26 anos, com esquema de 3 doses (0-2-6).

– Vacinar mais precocemente, a partir dos 9 anos, associa-se a melhor reposta imunológica.

– Sociedade Brasileira de Pediatria: recomenda vacinação de pacientes de ambos os sexos, a partir e 9 anos, com esquema de 3 doses.